A secretaria estadual de Educação de Sâo Paulo divulgou nota comentando a passeata de professores que aconteceu durante a tarde desta quarta-feira (31). A pasta "lamenta" mais uma vez o tipo de manifestação que os professores promoveram, uma vez que causam "transtornos graves no trânsito da cidade" e prejudicam "acesso aos mais de 20 hospitais da região da avenida Paulista".
Segundo o órgão, não há verba para atender à reivindicação salarial dos professores, pois a "medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões, o que desorganizaria as finanças da educação e até mesmo do conjunto do Governo do Estado".
Ao final do texto, lê-se que "a reivindicação salarial do sindicato é apenas uma cortina de fumaça para esconder sua verdadeira agenda, além de influenciar o quadro político e eleitoral: destruir as políticas baseadas na meritocracia, que já melhoram a educação do Estado".
Leia o texto na íntegra:
A Secretaria de Educação lamenta que, mais uma vez, os manifestantes causem transtornos graves no trânsito da cidade e prejudiquem o acesso aos mais de 20 hospitais da região da Avenida Paulista. A Secretaria considera que o movimento é uma tentativa do sindicato de criar um fato político, já que a rede de 5.000 escolas estaduais funciona normalmente. A Secretaria da Educação também informou que não vai mudar nenhum dos programas que são combatidos pelo sindicato, como o Programa de Valorização pelo Mérito, que dá aumento de 25% de acordo com o resultado de uma prova, a lei que acabou com a possibilidade de faltar dia sim, dia não; e a criação da Escola Paulista de Professores, com a abertura de concurso para dez mil novas vagas. São esses programas que estão permitindo melhorar a educação de São Paulo, com o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado tendo melhorado 9,4% em 2009 em relação a 2008.
Ainda nesta quarta-feira, dia 31, a Secretaria de Educação anunciou o aumento salarial de 25% para 44.500 professores no âmbito do Programa de Valorização pelo Mérito. Na semana passada, o governo pagou R$ 655 milhões em Bônus por Resultado para 210 mil profissionais da educação. Considerando todos os reajustes nas tabelas e as gratificações concedidas desde 2005, os professores em atividade tiveram sua remuneração aumentada em 36%, no caso de educadores da primeira à quinta séries, e 38,2%, no caso de mestres da sexta à nona séries e no Ensino Médio. A última gratificação a ser incorporada à escala de vencimentos – a GAM – é objeto de projeto de Lei que já tramita na Assembléia Legislativa.
Não há justificativa para a reivindicação de 34% de aumento linear para os professores, medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões, o que desorganizaria as finanças da educação e até mesmo do conjunto do Governo do Estado. A folha de pagamentos da Secretaria de Educação cresceu, entre 2005 e 2009, de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões, um crescimento de 33%. As políticas adotadas privilegiaram o mérito e os resultados obtidos nas salas de aula e contribuíram decisivamente para melhorar os indicadores da educação de São Paulo, como Idesp geral (Índice de Desenvolvimento da Educação) melhorando 9,4% em 2009 em relação a 2008. A remuneração inicial de um professor com jornada de 40 horas de trabalho é R$ 1.835,00, o que coloca São Paulo com um dos maiores vencimentos do país, podendo chegar a R$ 6.270,00 ao final da carreira, com o aproveitamento das promoções oferecidas pelo Programa de Valorização pelo Mérito.
A reivindicação salarial do sindicato é apenas uma cortina de fumaça para esconder sua verdadeira agenda, além de influenciar o quadro político e eleitoral: destruir as políticas baseadas na meritocracia, que já melhoram a educação do Estado.
Fonte: Uol Educação
Nenhum comentário:
Postar um comentário