Professores da rede estadual de São Paulo, em greve desde a última sexta-feira (5), encerraram a manifestação por reajuste salarial de 34,3%, às 19h15. Os docentes decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado e marcaram uma nova assembleia para o dia 19.
O protesto, segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) contou com a participação de 40 mil servidores. A Polícia Militar estimou o número de manifestantes em 8.000.
Os professores se concentraram no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), tomaram a avenida paulista e partiram em passeata até a praça da República. Houve um empurra-empurra próximo à rua Augusta.
A Secretaria de Educação de São Paulo emitiu nota informando que o movimento é composto por apenas 1% da categoria. A pasta lamentou o protesto, que classificou como "esvaziado".
Já a presidente da Apeoesp, Izabel Azevedo Noronha, afirmou que a secretaria "precisa de óculos", por ter considerado a manifestação como esvaziada. E prometeu: "Vamos levar 80 mil na semana que vem".
Reivindicações
De acordo com a Apeoesp, o movimento "busca reforçar a luta da categoria pelo atendimento das reivindicações na defesa da dignidade profissional".
Entre as principais bandeiras dos professores estão: reajuste salarial de 34,3%; incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados; plano de carreira; garantia de emprego; fim de avaliações para temporários; e realização de concursos públicos para a efetivação dos docentes.
A rede de São Paulo conta com mais de 220 mil professores e 5 milhões de alunos. Segundo a Apeoesp, os professores que compõem o comando de greve estão visitando as escolas para conversar com pais, alunos e professores, explicando o porquê da paralisação.
Ana Okada
Em São Paulo
UOL Educação
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